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EDUCAÇÃO FÍSICA – NOVOS HÁBITOS

Abaixo da consciência e acima do autocontrole. Nunca é demais retornar a este assunto. A obesidade é um mal que se alastrou pelo mundo nas últimas décadas, porém, a população ainda evita tomar iniciativas para mudar os hábitos e sanar o problema.

Colunistas - 10/maio/2021

Abaixo da consciência e acima do autocontrole. Nunca é demais retornar a este assunto. A obesidade é um mal que se alastrou pelo mundo nas últimas décadas, porém, a população ainda evita tomar iniciativas para mudar os hábitos e sanar o problema.

Os últimos trinta anos marcaram mudanças assombrosas na prevalência de obesidade na população mundial. E como não poderia deixar de ser, os países em desenvolvimento entre eles o Brasil, destacam-se neste contexto.

Pela primeira vez na história o número de indivíduos obesos superou o número de indivíduos desnutridos em nosso país. A Pesquisa de Orçamento Familiar feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgada em agosto de 2010 mostra que em todas as regiões do país, idades e em todas as faixas de renda aumentou substancialmente o percentual de pessoas com excesso de peso e obesas. O sobrepeso atinge mais de 30% das crianças entre 5 e 9 anos de idade, cerca de 20% da população entre 10 e 19 anos e nada menos que 48% das mulheres e 50,1% dos homens acima de 20 anos.

A que se deve este fenômeno? Mutações levando à hiperfagia (excesso de consumo alimentar) no DNA das pessoas nos últimos trinta anos? Ou a diminuição do bom senso? Ou ainda, diminuição na qualidade das informações levadas a público? Bem queridos leitores, nenhuma das possibilidades acima descritas parece ter suficiente impacto para induzir a obesidade. O ponto fundamental é que o cérebro humano, através de estímulos visuais, aliado a sentimentos como a emoção e o sabor, é capaz de driblar facilmente os mecanismos naturais da saciedade. Quer ver um exemplo? Um grupo de pesquisadores norteamericanos realizou uma pesquisa onde pessoas que almoçavam em restaurantes acompanhados de música francesa ou alemã tinham a possibilidade de comprar vinhos franceses ou alemães. Resultado: Tudo dependia da música. Quando a música era francesa, os consumidores tendiam a consumir vinhos franceses e o oposto era verdadeiro para os vinhos alemães (Cohen, 2008). Outro exemplo? Um grupo de indivíduos era requisitado a memorizar números com dois dígitos e depois questionados sobre que tipo de alimento preferiam consumir, salada de frutas ou biscoito de chocolate. Nessa condição onde não se exigia muito do lado racional do cérebro, as respostas eram sempre mais racionais e menos calóricas e a resposta preferida foi salada de frutas. Logo após, os pesquisadores repetiram o experimentos em outro grupo de sujeitos, que agora eram levados a memorizar números com cinco dígitos e, portanto, tinham sua função racional/cognitiva mais sobrecarregada. Como resultado, esses indivíduos preferiam o alimento calórico e o faziam de maneira impulsiva, ou seja, o biscoito de chocolate foi o campeão (Cohen, 2008).

Certas informações estão presentes no nosso cotidiano, mas o problema é que muitas delas estão abaixo da consciência, mas além de nosso controle. Seria análoga ao agrotóxico que consumimos e não vemos ou como a atmosfera cheia de gases tóxicos, porém, muitas vezes inodoros. Use o raciocínio quando fizer sua escolha por determinados tipos de alimentos e evite consumos alimentares impulsivos, eles quase sempre nos levam ao consumo de alimentos nutricionalmente pobres, mas riquíssimos em calorias provenientes de gorduras e açúcares.
Autor: Nelo Eidy Zanchi. Mestre e Doutor em Biodinâmica do Movimento Humano (EEFE-USP), (Pós Doutorando do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo).
Referência Bibliográfica:
Cohen DA. Neurophysiological pathways to obesity: below awareness and beyond individual control. Diabetes. 2008 Jul;57(7):1768-73.

Fonte: www.proximus.com.br

REPASSANDO:

José Carlos Varela
Professor de Educação Física, Especialista em Treinamento Desportivo e Personalizado. CREF 014099-G/PR

Treinador Federação Paranaense de Atletismo – FPA
Confederação Brasileira Atletismo – CBAt – IAAF Nível 1- registro n.o 1084
Atleta Corredor Maratonista FPA e CBAt registro nr. 2364
34 MARATONAS e 2 SUPERMARATONAS DE 50 KMS ATÉ novembro 2017: Aqui
Proprietário da Varela Esportes Assessoria Esportiva (www.varelaesportes.com.br).
CREF 003410-PJ/PR – CONFEF: Aqui

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